Depoimento sobre Comportamento Auto-destrutivo

Psicóloga Curitiba

Depoimento sobre Comportamento Auto-destrutivo

F. 3 anos.

1a. sessão:
Queixa da mãe: “ele é agitado demais, agressivo com todos, quebra o que vê pela frente. Dorme pouco. Não aceita ordens de ninguém, não tem limites. Não fala só balbucia. Se coloca em situação de risco o tempo todo, não tem medo de nada. Fica em lugares altos demais sem proteção, corre em direção a carros em movimento, tenta subir no fogão quando o fogo está ligado.”

Ela também disse que com 1 a 7 meses de idade o filho sofreu um acidente que quase tirou-lhe a vida. Logo após a recuperação, percebeu que o comportamento de F. havia mudado.

1a. e 2a. sessões
Foram necessárias duas sessões para que eu conseguisse a participação necessária do garoto para aplicar o EMDR.

3a. sessão:
F. fez desenhos e a medida que terminava entrega-os pra mim. Depois de vinte minutos começou a andar pelo consultório e não quis que os estímulos do EMDR fossem aplicados.

4a. sessão:
A mãe disse que seu filho passou a se expressar melhor, menos balbucio e mais palavras.
Ele ficou o tempo todo no colo da mãe. Ao aplicar o EMDR ele riu, mostrou alegria, e em alguns
momentos não quis que eu continuasse a aplicação, mas logo permitia que eu continuasse. Entrou em sono profundo ao final da sessão. A mãe ficou surpresa. Ele mal dormia à noite e agora estava dormindo em pleno dia no colo dela!

5a. sessão
Chegou pedindo para brincar com as borboletas (uma brincadeira que faço para aplicar o EMDR com crianças).
A mãe disse que o filho estava dormindo praticamente a noite toda e sua agitação diminuiu muito, bem como seus impulsos autodestrutivos. Brincamos com as borboletas o tempo todo. Ele se divertiu bastante.

6a. sessão
Nesta sessão trabalhamos limites. F. teve uma forte crise de raiva. Chorou muito, gritou a plenos pulmões e tentou me agredir várias vezes.

7a. sessão
A mãe pediu que o filho falasse pra mim o que eles tinham conversado. Ele disse: “desculpa” e “obrigado”. Mais uma vez brincamos com as borboletas. Em situações com limites ele chorou mas não foi agressivo. Era nosso último encontro. A família estava de mudança para outra cidade. Acompanhei mãe e filho até a rua para esperar o pai que vinha buscá-los. F. correu em direção ao jardim de um prédio, tirou uma flor e entregou pra mim, depois arrancou outra flor e deu para sua mãe. Arrancou mais uma flor e ficou com ela… Depois de dois anos entrei em contato com a família. A mãe disse que F. manteve os resultados obtidos desde a última sessão: aceita ordens, limites e coopera. Dorme bem, acorda no horário da escola, toma banho sozinho. E ela tem mais paz…

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