Ações essenciais na educação das crianças
Enviado por Giovana Tessaro | Pertence a Educação | setembro 2nd, 2010
Consenso dos pais
As crianças precisam de sentido para saber agir. Portanto, os pais devem chegar em um consenso sobre as responsabilidades e limites para os pequenos.
Isso ajuda a equilibrar a crinça e a sensação de confiança no pai e na mãe. Divergências entre os pais abrem caminho para manipulação e esquiva de responsabilidades .
Deixem claro para o filho o que vocês esperam dele. Um quadro explicativo com desenhos pode contribuir muito. De repente, o próprio pequeno pode ilustrar.
O não!
“Não” é uma palavra muito complicada para se assimilar, afinal, o “não” é uma coisa que não existe! Nosso cérebro está preparado para agir e não para não agir. O cérebro infantil começa a compreender melhor o “não” a partir dos 6 anos. Portanto, use frases afirmativas com a criança:
de: Não corra !!
para: Espere!!
de: Não pule, você vai cair!
Para: Fique parado, eu te ajudo!
Colocando limites
A imposição de limites é um grande sinal de amor para a criança, mesmo que inicialmente ela se queixe. Os efeitos de limites em excesso podem ser semelhantes a ausência de limites. Os limites adequados são aqueles que estimulam a responsabilidade, segurança, auto-confiança, auto-estima e bons relacionamentos.
Quando a criança nasce, todo o espaço é pra mamar, pra sobreviver! Com o tempo ocorre a diferenciação e outras formas de sobrevivência, inclusive as relacionais vão surgindo. Nesta busca pela sobrevivência a criança vai reconhecendo o que traz mais vida e o que é perigoso… E vai se utilizando das possibilidades que encontra sem muito julgamento ou razão, por isso, os pais precisam impor limites não apenas para afastar do perigo, mas para introduzir regras de convívio social.
O que pode trazer satisfação agora pode ser perigoso depois, como a manha. Uma manha que cresce pode se transformar em comportamento manipulador. Fique atento e não permita que comportamentos inaquedos tomem espaço.
Assim você estará ampliando as possibilidades de segurança e amparo do pequeno.
Manha
Se a criança está manhosa, alguém está alimentando esta manha.
Manha precisa de público. É um esforço para chamar a atenção, para tanto são usados os choras, gritos, “caídas”no chão, infantilização…
Quer acabar com a manha? Não dê uma vírgula de atenção! No início pode ser difícil, o comportamento manhoso pode até piorar, mas se os pais mantiverem a postura de ignorar a manha ela irá desaparecer dentro de poucos dias.
Além disso, inclua responsabilidades na vida do pequeno!
Aprendendo a ser responsável
Para isso, vou deixar uma matéria com a Pedagoga Claudia Razuk (http://meiafina.com.br/filhos/educacao/news/1393/). Está bem completo:
“Para o desespero das mamães super protetoras, os especialistas defendem que a estimulação da independência nas crianças deve começar desde muito cedo.
E põe cedo nisso. Segundo Cláudia Razuk, Coordenadora Pedagógica do Colégio Itatiaia em São Paulo, esse processo deve começar enquanto ainda são bebes, em situações simples e corriqueiras do dia a dia, como, por exemplo, no hábito de dormir ou segurar a mamadeira sozinhos.
Um dos enganos mais comuns dos pais é esperar que a criança já domine determinada capacidade para, então, pedir que a faça. Nada disso! O aprendizado acontece justamente quando estas fases são respeitadas: a iniciativa para começar, as tentativas, lidar com a frustração do erro, ser perseverante , saber buscar ajuda, tentar quantas vezes forem necessárias até atingir o êxito e curtir a vitória.
Colocar estes pequenos desafios em prática, no entanto, nem sempre é tarefa fácil para os pais. Como estimular corretamente sem deixar de respeitar a capacidade das crianças, que ainda são muito pequenas? A pedagoga Cláudia Razuk dá uma forcinha com algumas sugestões. Veja abaixo!
Organização de objetos
Com um ano e meio de idade, a criança já compreende ordens simples e já pode começar a participar de pequenas tarefas como, por exemplo, guardar seus calçados no local (desde que este seja de fácil acesso).
Aos dois anos já é capaz de reconhecer o local onde são guardados alguns brinquedos grandes e simples. Estimule e ajude, dando orientações, mas não fazendo por ela.
Aos três anos, já é capaz de organizar a sua caixa de brinquedos, o que desenvolve o pensamento lógico matemático (separação das peças segundo algum tipo de atributo, como cor, forma, tipo de brinquedo), exige planejamento, atenção e responsabilidade.
Na cozinha, a criança já pode começar a participar de algumas tarefas simples, como ajudar a colocar a mesa (elas reconhecem, de forma fácil e simples, os locais onde os utensílios são guardados), ajudando-a a perceber e participar da organização. E você pode incentivá-la a criar outras maneiras de arrumar a mesa ou guardar os utensílios. Muito cuidado para não impor as formas de organização. Deixe que a criança crie seu próprio raciocínio e use a sua criatividade e vá, apenas, orientando-a quando necessário.
Com cinco ou seis anos, já pode ajudar a lavar a louça (peças plásticas, para evitar acidentes). Ela desenvolverá um domínio motor mais refinado, pois deverá lidar com o peso do objeto e o fato de estar escorregadio pelo sabão.
Vestir-se e calçar-se sozinho
Aos dois anos, a criança já demonstra interesse em despir-se sozinha. É o primeiro passo para que, em seguida, possa vestir-se também. Nesse momento, a ajuda dos pais será essencial, pois alguns atos facilitarão a aquisição dessa capacidade: mostre à criança características que ajudarão na rotina, como a costura das roupas, que deve ficar por dentro, a etiqueta, que geralmente fica atrás. Faça pequenas marcas no lado interior dos calçados, explicando que, quando for calçá-los, as pequenas marcas deverão ficar juntinhas, ajudando para que não calce os sapatos ao contrário.
Ao vestir-se e calçar-se sozinha, a criança desenvolve a coordenação motora, a lateralidade, a organização do pensamento lógico. Embora simples, estes atos requerem que a criança processe e organize uma série de informações mentais antes de colocar as ações em prática.
Hora da higiene
Que delícia é a hora do banho! Se puder ser feito com calma então, melhor ainda! Ao invés de fazer rapidamente, procure iniciar um pouco antes e vá estimulando, orientando e deixando que ela faça sozinha. Esse processo, até que seja completo, pode demorar, mas no final, valerá a pena!
O mesmo acontecerá para escovar os dentes. Ao colocar a quantidade exata de creme dental na escova, a criança precisará de treino e domínio motor, da força adequada ao apertar o tubo e da percepção da quantidade do creme. E de uma boa coordenação motora para executar movimentos variados e ainda utilizar a força adequada para a escovação. É um belo exercício, não é mesmo? Ao final, os pais podem dar uma ajuda extra para garantir que a escovação esteja perfeita.
Dar continuidade, sempre
Conforme a criança for crescendo, novos desafios surgirão. E surgirão também para os pais, que deverão estar sempre atentos ao que poderão ou não “delegar” a seus filhos. Mas nesse momento, se toda a primeira fase de estímulo à independência tiver sido trabalhada, com certeza a criança estará preparada para encarar toda e qualquer nova situação, com total segurança.
Hábitos de independência que se criarem desde cedo ajudarão a criança a tornar-se um adolescente e, posteriormente um adulto, muito mais responsável, bem resolvido, organizado e com grande iniciativa. Por isso é importante, além de estimular os hábitos em si, dar significado e mostrar a importância de cada ato.”
Brincar
A criança precisa brincar, e muito. É um momento extramente “sério” para a criança. O lúdico permite a elaboração dos desafios que enfrenta.
Se o pequeno está quebrando a cabeça e demorando horas para realizar uma atividade, deixe-o só, não há certo ou errado nisso. Mas sim a tentativa de conseguir fazer por si! O que pode parecer errado para o adulto pode ser genial para a criança e suas necessidades de elaboração naquele momento. Se ela pedir ajuda , ok! Mas mesmo assim, evite repostas prontas, ajude perguntando, estimulando a imaginação!
Apenas fique atento para que ela não se machuque ou machuque outras pessoas.
Dando uns minutinhos pra pensar
Caso a criança não cumpra com suas responsabilidades ou ultrapasse seus limites, é necessário deixá-la pensando a respeito:
- aja imediatamento, não deixe para depois, assim fica mais fácil a criança entender que saiu dos limites e que precisa corrigir o comportamento.
- não deixe que a criança torne-se impossível para usar o cantinho do pensamento, se ela fizer algo que não está acordado, precisa parar pra pensar.
- para chamar a atenção fale de forma firme, sem dengo ou grito. Mostre que você está no comando.
- se ameaçar, cumpra. Esta é uma maneira de mostrar que a criança pode acreditar em você. Ameaça sem realização não traz respeito.
- o tempo que a criança precisa ficar pensando é de adordo com a idade: 3 anos, 3 minutos.
Estas são atitudes que fazem com que a criança se sinta mais delimitada e aprenda a separar o que é dela e do outro. Os limites claros reduzem a ansiedade.

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